quarta-feira, 6 de julho de 2011

Você já se batizou – Parte 4




“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo”. (MATEUS 3:11)

Em Lucas 6:43-45 Jesus compara os homens à árvores e diz que produzem frutos segundo a sua espécie. Ser batizado com o Espírito é receber a seiva que nutre a árvore e a mantém forte e saudável para manifestar os frutos que se espera dela. Em Galátas 5:22 a bíblia nos fala que frutos são esses. Os últimos frutos são:

Fidelidade – Certa vez Jesus pregou algo duro de ouvir, vários que o seguiam se foram o abandonando. Mas seu discípulo Pedro disse: “pra onde iremos se só tu tens a palavra de vida eterna” (JOÃO 6:68). O mestre não traiu seus princípios, se manteve fiel ao seu plano, falou o que precisavam e não o que tão somente queriam. Às vezes começamos o ano letivo “cheios de amor pra dar”, aí surgem os primeiros conflitos, dificuldades, e abandonamos o entusiasmo substituindo as estratégias planejadas pelo improviso ou aula acrítica e apática; vamos distanciando-nos dos alunos, criando barreiras, prometemos sem cumprir. Iniciamos fazendo planos de ajudar a todos, no decorrer os dirigimos aqueles que passam a nos atrair mais e deixamos de lado os que por sua maneira de falar, pensar e se comportar não nos agradam. Fidelidade é uma aliança que nos move a permanecermos íntegros aos objetivos que traçamos inicialmente, que nos leva a fugir do que seduz a quebrá-la.  

Mansidão – Em Mateus 11:29 a bíblia diz que Jesus é manso e humilde de coração e que nele encontramos descanso para nossas almas. Ser manso não é ter uma atitude passiva, é fugir da arrogância, do comportamento agressivo e da língua ferina que machuca e provoca dor. Às vezes se quer medir força, discute-se sem necessidade ou faz-se uma “tempestade em copo d´água”, empregam-se palavras ríspidas que não resolvem o problema, mas apenas o intensifica gerando um círculo vicioso de troca de ofensas ou atitudes intempestivas de ambas as partes. Mansidão como dissemos não exclui a firmeza necessária do proceder, é tão somente encontrar a dose certa a utilizar. 

Domínio Próprio – Alguém já disse: “no coração ninguém manda”. Dominar a si mesmo é saber que podemos ser senhores de nossos pensamentos, emoções e desejos se quisermos. É quando dá a vontade de gritar com o aluno e você se cala ou fala com uma calma firme; é vencer a vontade de deixar de planejar ou organizar alguma coisa necessária mesmo que saiba que depois não fará; é estudar, pesquisar quando preciso, mas não quero; é quando o conhecimento que adquiro me impele a mudar e meu desejo é de ficar como estou. Às vezes achamos que Jesus não ficou ofendido, sentiu raiva, mas a verdade é que ele sentiu muita sim, no entanto, se controlou e deixou que seu amor o levasse a agir como gostaria de ser tratado.

Batismo no original grego significa imersão. Que os frutos do Espírito estejam assim, permeando a nossa prática.


terça-feira, 5 de julho de 2011

Você já se batizou? - Parte 3



Você já se batizou?
Você já se batizou? - Parte 2


“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo”. (MATEUS 3:11)

Em Lucas 6:43-45 Jesus compara os homens à árvores e diz que produzem frutos segundo a sua espécie. Ser batizado com o Espírito é receber a seiva que nutre a árvore e a mantém forte e saudável para manifestar os frutos que se espera dela. Em Galátas 5:22 a bíblia nos fala que frutos são esses.


Os três próximos frutos de quem foi batizado com o Espírito são:
 

Longanimidade – é tratar com paciência as pessoas não se deixando ser consumido pela ira, o desejo de vingança (Efésios 4.2; 2 Timóteo 3.10; Hebreus 12.1). Ontem estava lendo um livro do professor Luckesi sobre avaliação onde diz que a aplicação de provas se tornou um instrumento de ameaça e tortura. É o meio para “dar o troco” nos alunos indisciplinados. Usamos nosso poder para fazê-los experimentar um pouquinho do mesmo “sofrimento” que impingem a nós. Jesus por várias vezes teve de ser paciente com seus discípulos para não explodir com eles quando mais precisou e por mais de uma vez não puderam vigiar com ele em oração (MATEUS 26:36-46); quando instigado por todos que zombavam dele pediam para se salvar na cruz não agiu como talvez agiríamos se estivéssemos no seu lugar, pedindo para uma legião de anjos consumir a todos (MATEUS 27:39-42). Paciência é confiança, ataques de nervosismo mais do que descontrole emocional, significa incredulidade ou pelo menos a desconfiança que temos na mudança. Explodir com o aluno é entregar os pontos, é duvidar de si para liderar uma transformação.  

Benignidade – É tratar com amabilidade e compaixão, sendo gentil e buscando acabar com o sofrimento de quem sofre. Em Marcos 1:41 Jesus se comove com um leproso. O mestre o vê, não ignora suas súplicas, o toca, fala com ele e o cura. Estamos a ver ou ficar indiferente aos que sofrem na ignorância manifestando sua dor com barulho ou passividade? Como os tocamos, com delicadeza ou grosseria? Falamos, seja para orientar ou sanar o que está enfermo em nossa sala, em nossa prática ou nos omitimos com o silêncio?

Bondade – Em João 10:1-15 a bíblia nos fala que Jesus é o Bom Pastor. Sua bondade reside no fato de que cuida das ovelhas; se se ferem, aplica-lhes remédio; se se perdem, sai para encontrá-las; as alimenta e dá de beber; as conduz pelo caminho que devem andar; as protege do lobo. O fruto da bondade, portanto, é manifesto em ações e não apenas em palavras. Também é desejo e pensamento. Pode um professor desejar o mal ao seu aluno e se deliciar em seu insucesso? Somos chamados não a sermos um educador “mais ou menos”, mas bom. Então posso dizer que sou bom no que faço? Quando ouvem a minha “voz” (metodologia, didática) sentem prazer em me seguir? Sei o que fazer e para onde vou ou estou perdido? Ser bom não é nunca errar ou falhar, é cuidar para não fazer disso um hábito, é buscar constantemente ser melhor amanhã do que fomos hoje.





segunda-feira, 4 de julho de 2011

Você já se batizou? - Parte 2




“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo”. (MATEUS 3:11)

Em Lucas 6:43-45 Jesus compara os homens à árvores e diz que produzem frutos segundo a sua espécie. Ser batizado com o Espírito é receber a seiva que nutre a árvore e a mantém forte e saudável para manifestar os frutos que se espera dela. Em Galátas 5:22 a bíblia nos fala que frutos são esses:

Amor (caridade) – Ágape é o amor de Deus que se manifesta na entrega, na doação sem esperar nada em troca, (JOÃO 3:16), que ama até os inimigos. Sabemos das dificuldades do processo de ensino aprendizagem e de como ser professor nesse país é receber quase nenhum tipo de reconhecimento e valorização, educar com amor é bom no início, mas se enfraquece no caminho. Não acredito em uma prática movida apenas por amor à educação, o professor tem necessidades de várias ordens e que precisam ser supridas. Não nego que a educação seja mais do que uma profissão ou uma missão ou ainda um sacerdócio, mas não vejo o professor sendo um mártir. Porém, amar o que faz é necessário. Ir para a sala de aula com raiva no coração por conta das situações que conhecemos e fazer menos do que poderia nos desqualifica. “Amar” somente os que seguem os padrões das nossas expectativas, também. Amar não é sentimento, é atitude. Há alunos que nos tiram do sério, mas amá-los é não ignorá-los, pô-los à margem, tratá-los com indiferença, humilhar com comentários desabonadores e usar de expediente como trabalhos e provas para puni-los. Amar é se colocar no lugar do outro. Na educação é ensinar como gostaria de aprender.

Alegria (Gozo) – Em Neemias 8:10 a bíblia diz que a alegria do Senhor é a minha força. A alegria do Espírito não está condicionada as circunstâncias, mas da certeza que mesmo em meio às dificuldades, Ele está conosco para nos ajudar.  Manter o entusiasmo é essencial no fazer pedagógico. A tristeza é um pássaro que pode pousar em nossa cabeça, mas só fará ninho se deixarmos. Ser alegre é uma decisão. Devemos nos afastar de ouvir o pessimismo e as lamúrias de alguns colegas e buscar estar com aqueles que nos põe para cima, que veem o lado bom das coisas, que nos incentivam e nos ajudam a sermos melhores. A alegria é mantida quando renovamos a nossa mente, inundando-a com o que nos motiva.

Paz – Às vezes a nossa sala de aula vira um campo de batalha, os alunos são tomados de apreensão e manter a tranquilidade é nosso dever. Mas como se nós mesmos nos deixamos abalar? Acho que a experiência nos dá a paz que precisamos para afastarmos o medo, a ansiedade e preocupações que se levantam, pois vamos adquirindo a confiança para lidar com as adversidades e descobrir os atalhos para superá-los. Planejar, organizar e, sobretudo conhecer mais e mais, nos dará a paz para conduzir o processo educativo. O contrário gera agitação, angústia e sofrimento. 

Ser batizado no Espírito em nosso contexto, portanto, é produzir frutos como amor, alegria e paz, os três primeiros que veremos.

domingo, 3 de julho de 2011

Você já se batizou?



“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo”. (MATEUS 3:11)


Nessa passagem vemos três batismos: água, Espírito e fogo. O batismo na água simboliza a morte do velho homem e a ressurreição de um novo homem (ROMANOS 6:3,4; 2 CORÍNTIOS  5:17). Muitas ouvimos belos discursos, conhecemos teorias que nos confrontam e chamam à uma nova postura, mas as resistimos ou ignoramos racionalizando dos mais diversos modos. Assim, ficamos presos aos métodos que talvez fossem bons para um determinado momento ou turma, mas que hoje já não se sustentam. Água aponta para a purificação. O constante aperfeiçoamento do ensino que ministramos deve ser o nosso alvo e Jesus nos deu o exemplo se permitindo ser batizado por João nas águas do Jordão (MATEUS 3: 13-15). Mas qual a necessidade de ser batizado? Com ele digo que estou morrendo para o pecado e passando a seguir os passos de Cristo (ROMANOS 6:1-4). Pecado aqui se entenda como o desvio do alvo, o reiterar do erro. Muitas vezes é o que estamos fazendo, repetir as mesmas falhas. Até paramos para refletir sobre o nosso fazer pedagógico e constatamos várias coisas que precisaríamos mudar. No entanto, os bons exemplos, os assuntos maravilhosos que aprendemos numa palestra, por exemplo, ficam apenas no papel. Estamos no século 21, porém com a mente e um agir envelhecido. Precisamos “matar” o velho homem com seus hábitos arcaicos e deteriorados que como um cadáver só afastam nossos alunos de nós e da educação e renascer para uma nova prática. Sabemos o que fazer, mas se estamos na dúvida seguir o conselho da mãe de Jesus já é um bom começo: “fazei tudo o que o mestre mandar”.    continua...

sábado, 2 de julho de 2011

O traje e a dieta dos professores – Parte Final






Em Mateus 3:4 a Bíblia diz: “E João andava vestido de pelos de camelo, e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre”. 


Em Mateus 12:34 Jesus disse que a boca fala do que o coração está cheio. Do que estamos nos alimentando? Qual a dieta que temos adotado? Nossas aulas são o reflexo daquilo que temos consumido diariamente seja em termos de sentimentos quanto de conhecimentos. Nossa prática é fruto do que ingerimos através do que estamos vendo, ouvindo, lendo ou não. João comia gafanhotos e mel. Gafanhotos representam destruição. Quando se juntam, esses animais arrasam plantações inteiras. A união faz a força, mas na escola o que vigora na maioria das vezes são ações isoladas que não geram grandes resultados. Estamos plantando boas sementes ou danificando os ramos do interesse de aprender com o amargo de uma prática inseticida? Obviamente que queríamos que o processo de ensino e aprendizagem tivesse sempre o gosto doce do mel, mas às vezes temos de lidar com algumas “pragas”, alunos que fogem ao padrão de nossas expectativas. Gostaríamos que já viessem prontos ou pelo menos semi-prontos como um produto exposto na prateleira de um supermercado, porém, não é assim. O que fazer? Basicamente tenho observado três posturas: a primeira permite que o aluno indisciplinado influencie os demais transformando num caos a sala de aula ou então abandonar os que possuem um ritmo de aprendizagem mais lento; a segunda o esmaga; e a terceira pode não salvar, mas se esforça, faz algo, pois depois de um ano letivo inteiro ao menos um pouco precisa ter melhorado em algum aspecto. Como dissemos anteriormente, nossa posição será consequência dos pensamentos, emoções e saberes que estamos absorvendo em nossa mente e coração. O mel é um alimento que revigora quem está cansado e nervoso, acelera a cicatrização da pele em feridas e queimaduras leves, hidrata e limpa a pele dentre tantas outras qualidades. Cansados, nervosos, feridos e com um semblante abatido, eis o retrato de muitos professores. Estou quase totalmente convencido que o gosto amargo nunca está fora, mas dentro de nós. Eu faço com que fique doce a minha prática. Engolir gafanhotos sempre será uma constante em nosso fazer pedagógico, mas encontrar o detalhe que nos motiva, o doce que nos eleva acima dos problemas é fundamental para não nos sentirmos arrasados. Temos de nos vestir de alegria e se alimentar do que faz bem a nossa alma. 

Fonte: 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O traje e a dieta dos professores – Parte 4




O traje e a dieta dos professores

O traje e a dieta dos professorres - Parte 2

O traje e a dieta dos professores - Parte 3


Em Mateus 3:4 a Bíblia diz: “E João andava vestido de pelos de camelo, e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre”. 




O cinto de couro é o que oprime o boi e que embeleza a vestimenta de alguém. O comportamento autoritário, inflexível e rígido traz feiura à sala de aula. Jesus não negociava seus princípios e velava por sua palavra denunciando os hipócritas, mas não era intransigente, ao contrário se mostrava tolerante com os pecadores. A lição do mestre é que não devemos “passar a mão na cabeça” do aluno, mas também não se pode condenar, esmagar. Parece haver uma linha tênue entre ser autoritário e agir com autoridade e nos questionamos até que ponto podemos ir. Creio que o importante é sabermos se nossas ações estão ferindo os alunos, provocando dor e sofrimento, tirando deles a liberdade de se expressarem, se está havendo a quebra do diálogo. Uma das características do couro é que ele “respira” moldando-se ao utilizador. Isso fala de uma atitude flexível. O processo de respiração é a troca de gases que irão gerar a energia necessária para o organismo desempenhar suas atividades. Assim, professores que sufocam seus alunos com críticas constantes, exigências descabidas e incoerentes e rotinas maçantes, retiram a energia da turma, a disposição para aprender. O couro é um material resistente às flexões e o calor, mas muitos em sua prática confundem os sentidos e ao invés da resistência que conduz ao fortalecimento de ações eficazes mesmo em face das muitas dificuldades que enfrentamos, resistem às mudanças. Num mundo onde as informações se propagam com velocidade, o conhecimento se multiplica e novos modos de ensinar e aprender aflora a rigidez de comportamento e métodos não se enquadram nessa realidade. Cintos possuem uma funcionalidade básica, seguram as calças. Fica a pergunta: nossa prática está oprimindo ou firmando o aluno? João andava com um cinto de couro mostrando-nos que não devemos nos omitir de denunciar o erro, mas também que não devemos deixar de agir com compreensão corrigindo com amor e paciência, abertos às inovações que surgem ou simplesmente criando um novo jeito de caminhar, ousando romper com nossos próprios padrões em busca da excelência. 

Fontes: 
  http://www.euroleather.com/portuguese_brochure.htm
http://patymari.sites.uol.com.br/respiratorio.htm