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sábado, 21 de maio de 2011

Professores de ouro - Parte 3



Professores de Ouro - Parte I

Professores de Ouro - Parte 2



3 – Cristo é um Rei Corajoso. Jesus antes da via crucis ele se encontra no Getsemani onde ali seu suor torna-se em sangue e pede a Deus que passe dele aquele cálice. Sabia do sofrimento, do jugo do pecado de toda humanidade sobre si, a responsabilidade era muito grande, a tarefa muito pesada. O medo talvez abraça seu lado humano e nesse momento quantos se acovardariam? Pedro quando uma mulher o viu durante o julgamento de Cristo e o acusou de  ser  um de seus discípulos, temendo, o negou. Tememos machucar os sentimentos de nossos alunos. Tememos ser mais compreensivos por achar que nos verão como fracos. Tememos dizer não para eles. Tememos nos indispor com os pais e a gestão. Tememos chamar para uma conversa olho no olho.  Tememos mudar os nossos métodos. Tememos inovar e parecer ridículos aos olhos de  nossos pares. Tememos dizer que não sabemos. Tememos inclusive, reconhecer para nós mesmos que precisamos melhorar como educadores. A coragem inspira e  produz segurança, a covardia dissemina a apreensão e instabilidade que por sua vez gera a desordem em sala. As pessoas seguiam Jesus por que viam nele uma coragem contagiante. Era perseguido e tentaram o matar, mas não deixava de pregar a verdade. Enfrentava os demônios e os expulsava com uma ousadia que não se via. Dizem que coragem não é a ausência de medo, mas fazer o que tem de ser feito mesmo com medo. Todos temos os nossos Getsemanis, lugar de dúvida, de fragilidade, de receio, mas também de reflexão e fortalecimento. Naquele Jardim, Jesus toma a coragem para enfrentar toda adversidade. Ali pensa no fruto de sua morte. Busco então em minha memória o que me dá esperança, penso no que me motivará e forjará em mim o espírito valente que me conduzirá ao enfrentamento de qualquer situação adversa.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Professores de ouro - Parte 2






Ao presentear Jesus com ouro, os sábios reconheciam a sua realeza. Segundo a Bíblia ele é o Rei dos reis. Mas quais qualidades atestam sua majestade? O que nós professores podemos aprender com elas? Vejamos 12 dessas qualidades:


2 – Cristo é um Rei Paciente. Imagine a paciência que Jesus teve com os seus discípulos. Ele passou mais de três anos os ensinando, com exemplos e palavras e o que recebeu em troca? O abandonaram, o traíram, o negaram. Cristo investiu neles e na hora que mais precisava chama três deles para acompanhá-lo em oração, se aparta deles um instante e ao voltar os encontra dormindo. Imagino como se sentiu, como ficou indignado. Não é assim conosco? Entramos em sala com toda a boa vontade de ajudar nossos alunos, investimos nosso tempo, sacrificamos as vezes o final de semana planejando uma aula. Alguns dirão: “eu me mato lá na frente pra ser ouvido e passar o conhecimento que tenho... falo, falo, falo, mas parece que não dá jeito”. As vezes me pergunto se não é em vão. Acho que Jesus também se perguntou várias vezes isso. Se não pensou, o capeta o fez. Jesus olhava para eles e... nada aparentemente dizia que eles poderiam dar algo de bom. Na turma de Jesus só tinha maus alunos: gananciosos, “reles pescadores”, ladrões. Ele ensinava e no minuto seguinte lá estavam eles fazendo o que era errado. Alguma semelhança?. Jesus era para ter desistido deles, mas não o fez, porquê? Porque via além do que mostravam. Meu aluno é mais do que o “danado”, o “debochado”, a “preguiçosa”. Jesus esperou, pois sabia que o que planta, colhe. Já tive alunos péssimos que ao  encontrar com os professores deles atuais me disseram que mudaram. Tive alguma participação nisso? Acredito que sim. Nem sempre seu aluno vai lhe dar alegria hoje, mas amanhã... minhas ações pacientes são sementinhas que mais cedo ou mais tarde brotarão. Não vejo os frutos de imediato, mas a semente está lá, crescendo e vai frutificar. Jesus não desistiu dos seus discípulos, morreu, ressuscitou, ascendeu aos céus, “não viu” a transformação. Foi quando veio o Espírito Santo que os conduziu... e veja só o milagre, aqueles que ninguém a não ser o Mestre que acreditou, abalaram a estrutura do  mundo levando a mensagem de Cristo e operando maravilhas.  Assim, um professor de ouro sabe ser paciente, porque quem espera sempre alcança.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Professores de ouro - Parte I





Ao presentear Jesus com ouro, os sábios reconheciam a sua realeza. Segundo a Bíblia ele é o Rei dos reis. Mas quais qualidades atestam sua majestade? O que nós professores podemos aprender com elas? Vejamos 12 dessas qualidades:

1- Cristo é um Rei Humilde. Ao entrar em Jerusalém montado em um jumentinho ou ao lavar os pés dos discípulos ou ainda ao se deixar batizar por João Batista, Jesus se esvazia de toda arrogância e orgulho para nos mostrar que nossa grandeza é proporcional ao serviço que prestamos ao próximo. Certas vez uma aluna me fez uma pergunta. Ao dizer-lhe que não sabia a resposta, ela me olhou com espanto e com um certo desdém me inqueriu: “como não sabe, o senhor é o professor, não é?”. Sorri e fui sincero, expliquei calmamente que o fato de ser professor não me impedia de não saber algumas coisas, mas que iria procurar saber. As vezes ainda temos resquícios em nós daquela velha pedagogia autoritária que nos ensoberbece e faz agirmos como donos do saber. Isso não apenas falseia a realidade de nossa ignorância como  levanta barreiras de relacionamentos com nossos alunos. Ao nos colocamos em um pedestal deixamos de aprender, nos acomodamos as velhas práticas, ao saber acumulado, nos privamos das novas experiências. Jesus como criador do mundo, todo poderoso e onisciente, poderia ter chegado a Terra se vangloriando de ser o maior e desprezar o viver terreno, afinal, o que é a vida neste mundo comparada ao céu?, mas não se fechou em seu “mundinho”, não impôs a sua verdade, conquistou. Jesus sabia tudo de ser Deus, porém foi humilde para aprender tudo sobre ser humano: emoções, sentimentos, necessidades, desejos, sonhos... Um dia ouvi que muitos homens querem ser reis, muitos reis querem ser Deus, mas só Deus que é Rei quis ser homem.

Os presentes do Rei



Em Mateus 2:9-11 vemos os sábios finalmente após uma longa viagem, encontrarem o “Rei”. Imediatamente o adoraram e lhe presentearam: ouro, incenso e mirra. Há quem diga que se Jesus era pobre naquele dia enriqueceu. Posso imaginar que o fizeram cumprindo um protocolo, mas creio que o mais correto seria dizer que entregaram a Ele aqueles presentes porque era uma maneira de expressar a alegria de vê-lo, de estar com Aquela pessoa tão especial. Assim, agradá-lo não era um custo, mas um prazer, uma honra. Queriam, sobretudo, não chegar de mãos vazias diante do “Rei”. 

Já cheguei muitas vezes de “mãos vazias” em sala. Sem empolgação; sem a alegria que contagia e envolve; sem uma palavra de ânimo nos lábios; sem a força para mudar a realidade adversa; sem o plano traçado, apenas me valendo do improviso e criatividade. Ao fazer isso não valorizei suficientemente os meus alunos? Não os considerei importantes o bastante? Os despedi sem nada: sem um gesto de carinho; sem o olhar que te põe de novo nos trilhos; sem um conhecimento profundo; sem uma palavra de esperança... Nesses dias não brilhei, não conduzi, me deixei ser conduzido pelas circunstâncias. Nesses dias não me lembrei de Madre Teresa ao dizer: “não deixe ninguém sair de sua presença sem se sentir melhor e mais feliz”.