segunda-feira, 27 de junho de 2011

A inocência perdida



Certa vez Jesus disse: “Quem não for como criança não poderá entrar no reino dos céus” (MATEUS 18:3). Atrevo-me a dizer que hoje aparentemente isso de certo modo soaria estranho, pois parece que não existe mais criança inocente nesse mundo. Mentem, são dissimuladas, chantageiam, batem, ofendem, falam e fazem tudo como gente grande, e os professores exasperam-se porque não sabem lidar com essa “nova criança” que voltou a ser um adulto em miniatura, porém num sentido mais cruel que do que aquele que Rousseau denunciou.

domingo, 26 de junho de 2011

Um grande arraial



Por todo Brasil nesse mês estão sendo comemoradas as chamadas Festas Juninas: danças, comidas típicas, alegria e devoção. Jesus ao que parece gostava de uma boa festa. Seu primeiro milagre foi em um casamento (João 2:1-11 ).  Comemorou a Páscoa com os discípulos ( MATEUS 26.17-25). Não se privava de frequentar a casa das pessoas (MARCOS 14:3; LUCAS 10:38). Sua alegria era estar com as pessoas e compartilhar com elas de momentos agradáveis onde ensinava e as ajudava em suas necessidades.  Tudo isso me levou a refletir que o professor precisa transformar sua sala de aula em um constante arraial. Não pode faltar música, ou seja, ritmo. Aulas monótonas não despertam o interesse, talvez devêssemos aprender com os filmes, as novelas e as vinhetas da publicidade como intercalar períodos de calma e agitação provocando neles as mais diversas sensações, do contrário tudo se torna previsível demais, e isso transforma a festa do ensino em um funeral.

sábado, 25 de junho de 2011

“Diarreia Verbal”



Um colega professor me perguntou outro dia qual a razão para os alunos falarem tanto. Segundo ele possuem uma vontade incontrolável de estar todo momento conversando, chama isso de “diarreia verbal”. De imediato cogitei a hipótese de serem silenciados em casa, então na escola iriam à forra. Depois pensei que talvez falar tanto seja uma forma de aliviar tensões para cumprir a velha máxima do “é bom desabafar”. Poderia ser uma forma de construir identidade? Estabelecer relações sociais tão importantes para o desenvolvimento? Poderia ser também porque o professor não sabe impor limites e falar se torna um ato de rebeldia, afronta, protesto por um ensino maçante ou simplesmente pelo fato de haver permissividade para conversas fora de hora? Jesus não sufocava a liberdade de expressão de seus discípulos, foi assim que Pedro se sentiu confortável e seguro para chamar o mestre à parte e reprová-lo. Porém, este não o permitiu, pois falava por inspiração maligna (Mateus 16: 22,23).  O que o texto bíblico me ensina é que um professor deve ser sensível para perceber quando a verborragia da turma é inofensiva e benéfica e quando esta se coloca como um sinal claro de que o controle foi perdido e se tornou instrumento de confusão e desordem requerendo uma redefinição do fazer pedagógico.  Outra questão é que segundo Jesus a boca fala do que o coração está cheio (Mateus 12:34). Assim, antes de pedir ou ordenar silêncio seria interessante identificar o que falam, pois pode ser o começo para que a partir dos comentários deles se introduza um assunto. Contextualizar os conteúdos, portanto, pode ser o caminho para que se minimize o barulho desconfortante da fala desordenada dos alunos. Inovar é outra solução. Se estiverem “cheios” da rotina de aula, isso os levará a conversar demasiadamente como uma espécie de fuga. Assim, criar novas formas de expor a matéria pode mostrar a eles que na escola também tem assuntos legais sobre os quais conversar.  

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ouvindo com atenção



Outro dia os alunos voltaram da educação física, cansados é verdade, mas também eufóricos, me cercaram e cada um queria contar a grande jogada que fizeram, o gol espetacular que marcaram, o chute do outro que saiu errado... Eu me esforçava pra ouvi-los, no entanto, só depois refleti que o fiz sem muito interesse. O mestre Jesus era extraordinário nem tanto, penso, por fazer milagres maravilhosos, mas porque encantava as pessoas nos detalhes, ele ouvia seus problemas, seus sonhos, suas expectativas e realizações com a devida atenção, com um genuíno interesse. Certa vez os discípulos voltaram de uma cidade e começaram a contar como libertaram em seu nome pessoas oprimidas por espíritos malignos. Ele os ouviu com tamanha atenção e depois vibrou pelo que compartilharam (Lucas 10:17-21). Assim, estreitava os laços, fortalecia a confiança, criava vínculo e demonstrava como compreendia a importância que tem um discípulo se expressar. Ouvir é uma coisa simples, mas às vezes muito difícil. A jornada extenuante, o cansaço físico e mental vão levantando barreiras em torno de nós para darmos como resposta apenas um hãhã ou um hum... Os alunos não são bobos, percebem quando os ouvimos com atenção ou com sutil aparência de interesse. Queremos ser ouvidos, porém estamos os ouvindo?

domingo, 19 de junho de 2011

"Eu gosto desse professor!"


Certa vez Jesus estava sendo batizado quando uma voz dos céus dizia: “este é meu filho amado, em quem me alma se compraz” (Mateus 3: 17). Porque Deus se alegrava com a vida de Jesus? Sabe-se que muitos alunos detestam seus professores. Hoje, o que faria o aluno gostar do Mestre Jesus?



3.    3. Ensinar com autoridade – Em Zacarias 4:6 a Bíblia diz: “não é por força ou violência, mas pelo meu espírito, diz o Senhor”. A autoridade de Jesus não se baseava em arrogância e poder esmagador, ele era o mestre que não suprimia a liberdade e consciência dos seus discípulos, mas que os cativava pela força de seu ensino (Mateus 7:29), sua conduta moral ilibada (João 8: 46) e pela maneira como os tratava. Professores autoritários intimidam, mas não conquistam o genuíno respeito; professores que se impõem pelo medo não produzem progresso e bem estar, suas salas são marcadas por um clima de apreensão e angústia que pouco a pouco sufoca a criatividade, a imaginação e o diálogo.  Jesus era um pacificador ( Mateus 5:9), não um déspota, ele não silenciava mas dizia: “que queres que eu te faça” (Lucas 18:41-42). Ele era flexível, sensível, não oprimia com palavras, gestos ou olhares, antes os usava para salvar. É por isso que ele fala a mim e a você: “APRENDEI DE MIM, QUE SOU MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO”. (Mateus 11:29)

domingo, 12 de junho de 2011

"Eu gosto desse professor!"








Certa vez Jesus estava sendo batizado quando uma voz dos céus dizia: “este é meu filho amado, em quem me alma se compraz” (Mateus 3: 17). Porque Deus se alegrava com a vida de Jesus? Sabe-se que muitos alunos detestam seus professores. Hoje, o que faria o aluno gostar do Mestre Jesus?

2. Responder as dúvidas – Uma outra razão para que as multidões procurassem Jesus era porque nele elas encontravam a resposta para os seus anseios e necessidades. Alunos se desmotivam quando percebem que o professor não sabe o conteúdo e inventa formas de parecer que sabe ou ainda, o enrola ou simplesmente ignora. O interessante é que Jesus não apenas dava uma resposta aos que o procuravam, mas também buscava os que estavam sofrendo como os seus problemas. Certa vez um oficial do rei o procurou para que curasse o seu filho, o mestre deu a palavra que queria, o oficial creu e obteve a sua resposta (João 4: 46-54). Em Mateus 4: 23, no entanto, diz que Jesus percorria toda a Galileia ensinando, curando e libertando. O bom mestre cativa a turma não apenas demonstrando preparo em responder as perguntas que lhe fazem, mas também em identificar aqueles alunos cheios de dúvidas, mas que por uma razão ou outra não as expressam. Nem sempre teremos resposta pra tudo, porém cabe a nós dominar o    que lecionamos, exercendo nosso ofício com segurança. Quando não sabemos como proceder e conduzir os trabalhos, está instaurada a indisciplina. O tempo não deve ser preenchido com o que já sabem, mas com o que deveriam saber e ainda desconhecem.  continua...

domingo, 5 de junho de 2011

"Eu gosto desse professor!"




Certa vez Jesus estava sendo batizado quando uma voz dos céus dizia: “este é meu filho amado, em quem me alma se compraz” (Mateus 3: 17). Porque Deus se alegrava com a vida de Jesus? Sabe-se que muitos alunos detestam seus professores. Hoje, o que faria o aluno gostar do Mestre Jesus?
  

  1. Gostar do que faz. Deus se alegrava com Jesus porque via que ele não era o filho que faz o que pede com desleixo, com raiva, com tristeza. Muitos alunos não gostam de seus mestres por alegarem que estes não sentem prazer pelo que fazem, seriam como um trabalhador comum cumprindo com suas responsabilidades profissionais tão somente. Ensinam sem alegria, sem paixão, estão sempre cabisbaixos e se arrastando. Sempre dizem: “é o jeito, fazer o quê? tem de ir né? (pra sala de aula)...” Odeiam a própria disciplina que lecionam, o seu fazer pedagógico é um constante fardo. Como alguém gostará de algo que nem eu mesmo suporto? Imagine um vendedor que não confia no produto que vende, com certeza não passará segurança ao comprador que não se sentirá motivado a fazer a aquisição. Jesus arrebatava as multidões porque elas percebiam nele o amor sincero pelo que fazia: o prazer que possuía em curar, libertar e pregar. Admiravam-se dele porque não falava como os outros líderes de sua época, nele havia real interesse por elas, suas ações não eram religiosas como a dos fariseus, ou seja, não levava a mensagem de Deus ao povo simplesmente porque tinha, mas porque queria e fazia isso porque para ele era bom estar com os discípulos, vendo-os amadurecer na fé, aplicar em suas vidas o que havia ensinado.   continua...