terça-feira, 24 de maio de 2011

Professores de ouro - Parte 6





Cristo é um Rei forte – Jesus não tinha a força física de Sansão (Juízes 13-16), mas demonstrou a intensidade de sua capacidade moral quando foi tentado no deserto pelo diabo e não cedeu (Mateus 4:1-11). Educar talvez seja a função mais difícil de executar. Ser professor nesse país é estar submetido ao constante desejo de jogar tudo para o alto. Cansa. O que fazer?  Jesus não era forte por ser Deus, mas por estar em sua presença. Cristo como de costume se retirava para orar e renovar as forças (Lucas 5:16; Marcos 1: 35), pois sabia que a caminhada cansa e é necessário sair da multidão de problemas e da rotina da vida para encontrar a energia pra seguir em frente e não desistir. É preciso se distrair um pouco, pensar em outras coisas que não educação, deixar a mente ser permeada pelos bons fatos e não os desagradáveis da prática pedagógica, compartilhar angústias, desabafar, buscar ajuda com outros profissionais. Não precisamos da força advinda dos músculos de Sansão, mas como Cristo ao final dizer: “Está consumado”, ou seja, a despeito das tribulações, não cedi à tentação, fui forte e cumpri a missão.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Professores de ouro - Parte 5



Professores de ouro - Parte I

Professores de ouro - Parte 2

Professores de ouro - Parte 3

Professores de ouro - Parte 4


Cristo é um Rei decidido – A maior decisão de Jesus foi ter morrido na cruz. Em nenhum momento vacila. Do início ao fim de sua passagem por este mundo sabia exatamente o que iria fazer. A ignorância é a mãe de nossas dúvidas, pois é o conhecimento que nos ajuda a tomarmos as melhores decisões e cria um clima de confiança e segurança essenciais para o fazer pedagógico, que não deve admitir dúvidas sobre o potencial do aluno e do próprio professor. A firmeza de nossas decisões não pode denotar inflexibilidade. Decidir é assumir um compromisso. Na escola podemos decidir ser o professor “bonzinho, autoritário, negligente, responsável, amigo, autoridade...” e principalmente, mesmo não decidindo, já decidimos.

domingo, 22 de maio de 2011

Professores de ouro - Parte 4



Professores de ouro - Parte I

Professores de ouro - Parte 2

Professores de ouro - Parte 3


4 – Cristo é um Rei que possui Visão. Jesus era um líder de visão, sempre soube exatamente o que faria, pra onde iria. Pecamos pela falta de planejamento, de foco, de objetivos concretos e estratégias para alcançá-los. Jesus tinha uma meta: salvar  o mundo. O que quero pra minha turma?. Jesus se preparou trinta anos. Quanto tempo me dedico a aperfeiçoar o meu trabalho?. Jesus curava, mas sempre de um jeito diferente, sua estratégia era adequar-se ao contexto. Quanto penso sobre como melhor intervir na solução dos problemas da minha sala de aula?. Para Roberto Shinyashiki, visão é a arte de ver oportunidades onde a maioria das pessoas só vê problemas. Foi assim quando lhe trouxeram cinco pães e dois peixinhos para alimentar uma multidão, os discípulos desesperados, disseram que era apenas aquilo, Jesus porém com grande tranquilidade,  com aquela pouca comida saciou a fome  de todos. Ou ainda, quando certa vez os discípulos passaram a noite toda pescando e seus barcos ainda estavam vazios. Jesus disse: “lança a rede ao mar”. Cansados, mostraram claramente que só o fariam porque tinha mandado para logo em seguida ficarem maravilhados e assombrados vendo seus barcos indo quase a pique tamanha a quantidade de peixes que pescaram. Educar cansa, os muitos problemas nos levam ao imediatismo, passamos a ser observadores comuns, a realidade não nos diz nada de especial, perdemos a chance de empreender grandes projetos e iniciar ações para cessar a “fome” de nossa turma.  A visão de futuro Jesus o impediu de desistir, de abandonar os seus sonhos, de retroceder em sua chamada, de se deixar engolir pelas dificuldades. Então se isso está acontecendo comigo é porque me falta uma visão. Talvez seja isso que tem me feito dizer como Alice, mesmo que inconsciente, que não importa, qualquer caminho serve. Jesus disse: “Eu sou o caminho...”, com  isso quis dizer que fora dele tudo era atalho. Nossos alunos não precisam de atalhos, necessitam de um caminho bem definido, mas gostamos deles pois encurtam as distâncias, exigem menos, são mais fáceis. Talvez tenha chegado a hora de me fazer aqueles célebres questionamentos filosóficos: Quem eu sou? Pra onde vou? (ou estou indo com a visão que tenho, sim, até quando não sei pra onde ir, tenho uma visão, mas será esta a visão que quero ter?).

sábado, 21 de maio de 2011

Professores de ouro - Parte 3



Professores de Ouro - Parte I

Professores de Ouro - Parte 2



3 – Cristo é um Rei Corajoso. Jesus antes da via crucis ele se encontra no Getsemani onde ali seu suor torna-se em sangue e pede a Deus que passe dele aquele cálice. Sabia do sofrimento, do jugo do pecado de toda humanidade sobre si, a responsabilidade era muito grande, a tarefa muito pesada. O medo talvez abraça seu lado humano e nesse momento quantos se acovardariam? Pedro quando uma mulher o viu durante o julgamento de Cristo e o acusou de  ser  um de seus discípulos, temendo, o negou. Tememos machucar os sentimentos de nossos alunos. Tememos ser mais compreensivos por achar que nos verão como fracos. Tememos dizer não para eles. Tememos nos indispor com os pais e a gestão. Tememos chamar para uma conversa olho no olho.  Tememos mudar os nossos métodos. Tememos inovar e parecer ridículos aos olhos de  nossos pares. Tememos dizer que não sabemos. Tememos inclusive, reconhecer para nós mesmos que precisamos melhorar como educadores. A coragem inspira e  produz segurança, a covardia dissemina a apreensão e instabilidade que por sua vez gera a desordem em sala. As pessoas seguiam Jesus por que viam nele uma coragem contagiante. Era perseguido e tentaram o matar, mas não deixava de pregar a verdade. Enfrentava os demônios e os expulsava com uma ousadia que não se via. Dizem que coragem não é a ausência de medo, mas fazer o que tem de ser feito mesmo com medo. Todos temos os nossos Getsemanis, lugar de dúvida, de fragilidade, de receio, mas também de reflexão e fortalecimento. Naquele Jardim, Jesus toma a coragem para enfrentar toda adversidade. Ali pensa no fruto de sua morte. Busco então em minha memória o que me dá esperança, penso no que me motivará e forjará em mim o espírito valente que me conduzirá ao enfrentamento de qualquer situação adversa.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Professores de ouro - Parte 2






Ao presentear Jesus com ouro, os sábios reconheciam a sua realeza. Segundo a Bíblia ele é o Rei dos reis. Mas quais qualidades atestam sua majestade? O que nós professores podemos aprender com elas? Vejamos 12 dessas qualidades:


2 – Cristo é um Rei Paciente. Imagine a paciência que Jesus teve com os seus discípulos. Ele passou mais de três anos os ensinando, com exemplos e palavras e o que recebeu em troca? O abandonaram, o traíram, o negaram. Cristo investiu neles e na hora que mais precisava chama três deles para acompanhá-lo em oração, se aparta deles um instante e ao voltar os encontra dormindo. Imagino como se sentiu, como ficou indignado. Não é assim conosco? Entramos em sala com toda a boa vontade de ajudar nossos alunos, investimos nosso tempo, sacrificamos as vezes o final de semana planejando uma aula. Alguns dirão: “eu me mato lá na frente pra ser ouvido e passar o conhecimento que tenho... falo, falo, falo, mas parece que não dá jeito”. As vezes me pergunto se não é em vão. Acho que Jesus também se perguntou várias vezes isso. Se não pensou, o capeta o fez. Jesus olhava para eles e... nada aparentemente dizia que eles poderiam dar algo de bom. Na turma de Jesus só tinha maus alunos: gananciosos, “reles pescadores”, ladrões. Ele ensinava e no minuto seguinte lá estavam eles fazendo o que era errado. Alguma semelhança?. Jesus era para ter desistido deles, mas não o fez, porquê? Porque via além do que mostravam. Meu aluno é mais do que o “danado”, o “debochado”, a “preguiçosa”. Jesus esperou, pois sabia que o que planta, colhe. Já tive alunos péssimos que ao  encontrar com os professores deles atuais me disseram que mudaram. Tive alguma participação nisso? Acredito que sim. Nem sempre seu aluno vai lhe dar alegria hoje, mas amanhã... minhas ações pacientes são sementinhas que mais cedo ou mais tarde brotarão. Não vejo os frutos de imediato, mas a semente está lá, crescendo e vai frutificar. Jesus não desistiu dos seus discípulos, morreu, ressuscitou, ascendeu aos céus, “não viu” a transformação. Foi quando veio o Espírito Santo que os conduziu... e veja só o milagre, aqueles que ninguém a não ser o Mestre que acreditou, abalaram a estrutura do  mundo levando a mensagem de Cristo e operando maravilhas.  Assim, um professor de ouro sabe ser paciente, porque quem espera sempre alcança.